Radiologia da fertilidade em Lisboa

Perceba se as trompas estão livres para uma gravidez

A histerossalpingografia (HSG) mostra, em tempo real, se o contraste percorre livremente as trompas de Falópio e permite avaliar a forma da cavidade uterina, um dos passos mais informativos no estudo da fertilidade.

15–30 minDuração do exame
Sem anestesiaGeral, na maioria dos casos
AmbulatórioRegressa a casa no mesmo dia
Trompas permeáveis · passagem confirmada

Centro de Fertilidade de Lisboa

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O que é uma histerossalpingografia?

É um exame de imagem que estuda o útero e as trompas de Falópio. Um pequeno cateter é colocado no colo do útero e, através dele, é injetado um contraste que se torna visível em raios X.

À medida que o contraste avança, imagens de fluoroscopia mostram, em tempo real, o percurso dentro da cavidade uterina e ao longo das trompas. Se as trompas estiverem permeáveis, o contraste sai livremente pelas suas extremidades.

É esta observação, feita durante o próprio exame, que permite concluir se existe passagem livre ou se há uma obstrução num ou nos dois lados.

Para que serve o exame?

  • Avalia a permeabilidade tubária. Confirma se o óvulo e os espermatozoides têm caminho livre até se encontrarem.
  • Estuda a cavidade uterina. Identifica alterações de forma que podem dificultar uma gravidez.
  • Orienta os passos seguintes. O resultado ajuda o médico a decidir se deve continuar a tentativa natural ou aprofundar a investigação.
  • Integra o estudo da fertilidade. Junta-se à avaliação da ovulação, da reserva ovárica e do espermograma do parceiro.

Porque é que as trompas importam tanto na fertilidade?

Na conceção natural, o óvulo só encontra o espermatozoide dentro da trompa. Se uma trompa estiver bloqueada, esse encontro pode ficar impossibilitado, mesmo quando todo o resto funciona normalmente.

  • Uma trompa permeável mantém a possibilidade de gravidez espontânea, mesmo com alterações do outro lado.
  • As duas trompas afetadas costumam pesar mais na decisão sobre os próximos passos do tratamento.
  • Nem sempre é definitivo. Contrações uterinas durante o exame podem simular uma obstrução que não existe de facto.

Como é feito o exame

Um procedimento ambulatório, sem cirurgia nem anestesia geral, com a duração de cerca de 15 a 30 minutos.

1
Posicionamento
Deita-se na mesa de exame, numa posição semelhante à de uma observação ginecológica de rotina.
2
Colocação do espéculo
Permite visualizar o colo do útero antes de introduzir o cateter.
3
Introdução do cateter
Um cateter fino é colocado com cuidado através do colo uterino.
4
Administração do contraste
O contraste entra pelo cateter e começa a preencher a cavidade uterina.
5
Imagens por fluoroscopia
O percurso do contraste pelas trompas é acompanhado em tempo real.
6
Regresso a casa
O cateter é retirado e, na maioria dos casos, pode retomar as suas atividades no mesmo dia.
Passagem do contraste pelo útero e pelas trompas, acompanhada por fluoroscopia.

A histerossalpingografia dói?

A sensação varia de mulher para mulher. Durante a passagem do contraste é comum notar-se algo semelhante a cólicas menstruais, por vezes mais intensas durante alguns instantes.

O desconforto costuma desaparecer pouco depois de terminado o exame. Um analgésico antes da consulta pode ser recomendado consoante a situação clínica.

Quando deve ser feito e como se preparar

É marcado depois do fim da menstruação e antes da ovulação, para que não haja possibilidade de gravidez no momento do exame.

  • Informe sobre alergias a contraste
  • Refira medicação habitual
  • Avise se houver sintomas de infeção
  • Comunique qualquer possibilidade de gravidez

O que pode ser identificado no exame

A HSG observa simultaneamente o útero e as trompas, o que permite detetar diferentes tipos de alteração.

Obstrução tubária
Numa ou nas duas trompas, na porção inicial ou final.
Hidrossalpinge
Dilatação da trompa compatível com acumulação de líquido.
Malformações uterinas
Alterações na forma da cavidade presentes desde o nascimento.
Pólipos
Pequenas formações que alteram o contorno da cavidade.
Miomas submucosos
Quando deformam o espaço interno do útero.
Sinequias intrauterinas
Aderências ligadas a cirurgias ou infeções anteriores.

A ler o resultado

Resultado normal

Trompas permeáveis, cavidade normal

Confirma que existe passagem em ambos os lados e que a cavidade uterina tem uma configuração habitual. Não significa, por si só, que todos os fatores de fertilidade estejam garantidos: a ovulação, a reserva ovárica e a qualidade espermática continuam a ser relevantes.

Resultado alterado

Sugestão de obstrução ou alteração

Nem sempre é definitivo. Uma obstrução na zona inicial da trompa pode, por vezes, resultar de uma contração uterina durante o exame e não de um bloqueio real. Um resultado alterado costuma justificar avaliação adicional antes de qualquer conclusão.

HSG e fertilidade

É possível engravidar depois do exame?
Sim. Muitas mulheres que fazem uma HSG já estavam a tentar engravidar, pelo que uma gravidez nos meses seguintes pode simplesmente fazer parte do processo natural.
O exame consegue desobstruir uma trompa?
Em alguns casos, a passagem do contraste ajuda a ultrapassar pequenas obstruções ou acumulações de muco. Uma trompa gravemente danificada não fica resolvida apenas por causa do exame.
Existe um efeito de lavagem tubária?
Alguns estudos, incluindo uma revisão Cochrane, associam a lavagem com contraste à base de óleo a taxas de gravidez ligeiramente superiores em mulheres com subfertilidade. Não é, no entanto, o objetivo principal do exame nem um tratamento garantido, e a resposta varia de mulher para mulher.

Riscos e segurança

É considerado um procedimento seguro. As complicações graves são pouco frequentes, mas devem ser conhecidas.

Cólicas ou dor pélvica temporária
Pequenas perdas de sangue
Tonturas durante o procedimento
Reação ao meio de contraste
Infeção pélvica, a complicação mais importante a prevenir
Exposição a radiação, controlada e baixa

O que esperar depois do exame

Nas primeiras horas

Cólicas ligeiras e perdas de sangue são frequentes e costumam desaparecer rapidamente.

Recuperação

Não exige internamento. A maioria das mulheres retoma as atividades no próprio dia.

Quando contactar o médico

Dor persistente, febre ou hemorragia significativa devem ser comunicadas de imediato.

Onde pode fazer este exame

Indique a sua região e mostramos os locais disponíveis para marcar a histerossalpingografia perto de si.

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Perguntas frequentes sobre a histerossalpingografia

A histerossalpingografia é dolorosa?

A histerossalpingografia pode causar algum desconforto ou cólicas semelhantes às da menstruação, sobretudo no momento em que o contraste é introduzido. A intensidade varia de mulher para mulher e, na maioria dos casos, a sensação é passageira. Se necessário, o médico pode recomendar um analgésico antes do exame para ajudar a reduzir o desconforto.

Quanto tempo demora a histerossalpingografia?

O procedimento demora habitualmente cerca de 15 a 30 minutos. A duração pode variar consoante as características do exame e a necessidade de obter imagens adicionais. Depois de concluída a histerossalpingografia, a maioria das mulheres pode regressar a casa sem necessidade de internamento.

Quando deve ser feita a histerossalpingografia?

O exame é normalmente realizado depois do fim da menstruação e antes da ovulação, numa fase inicial do ciclo menstrual. O objectivo é garantir que não existe uma gravidez no momento da realização do exame. A data exacta deve ser definida de acordo com a duração e regularidade do seu ciclo e com as indicações da equipa médica.

Posso fazer uma histerossalpingografia se houver possibilidade de estar grávida?

Não. A possibilidade de gravidez deve ser excluída antes da realização da histerossalpingografia, uma vez que o exame utiliza raios X. Se o seu ciclo menstrual tiver sido diferente do habitual ou existir alguma dúvida sobre uma possível gravidez, deve informar a equipa médica antes do exame.

Preciso de alguma preparação antes do exame?

A preparação pode variar de acordo com o protocolo definido para cada caso. Antes do exame, deve informar a equipa médica sobre alergias, especialmente a meios de contraste, medicação que esteja a tomar, antecedentes de doença inflamatória pélvica ou outras situações ginecológicas relevantes. Se tiver sintomas de infecção, como corrimento vaginal anormal, febre ou dor pélvica, deve comunicá-los antes da realização do exame.

É necessária anestesia para fazer uma histerossalpingografia?

Habitualmente não é necessária anestesia geral. A histerossalpingografia é realizada em regime ambulatório e, embora possa provocar cólicas ou algum desconforto, o procedimento é geralmente bem tolerado. Em determinadas situações, o médico poderá recomendar medicação para aliviar a dor ou o desconforto associado ao exame.

O que é que a histerossalpingografia permite avaliar?

A HSG permite avaliar a cavidade uterina e, principalmente, verificar se existe passagem de contraste através das trompas de Falópio. Pode ajudar a identificar obstruções tubárias e algumas alterações da cavidade uterina, como determinadas malformações, pólipos, miomas submucosos ou sinequias. Dependendo do resultado, poderão ser necessários outros exames para esclarecer uma alteração encontrada.

O que significa ter uma trompa obstruída?

Uma trompa obstruída pode dificultar a gravidez espontânea, mas o significado do resultado depende da localização e da extensão da obstrução e de a outra trompa estar permeável. Além disso, uma suspeita de obstrução, sobretudo na parte inicial da trompa, pode por vezes necessitar de confirmação através de outros exames ou de uma nova avaliação antes de se concluir que existe uma obstrução permanente.

A histerossalpingografia pode desobstruir as trompas?

Em algumas situações, a passagem do contraste pode ajudar a ultrapassar pequenas obstruções ou acumulações de muco nas trompas. Este possível efeito de lavagem tubária pode estar associado a um aumento das probabilidades de gravidez em algumas mulheres. No entanto, a histerossalpingografia é sobretudo um exame de diagnóstico e não deve ser considerada um tratamento garantido para trompas obstruídas.

É possível engravidar depois de uma histerossalpingografia?

Sim. É possível engravidar depois de realizar uma histerossalpingografia. Algumas mulheres engravidam nos meses seguintes ao exame, embora isso não signifique necessariamente que o procedimento tenha sido a causa da gravidez. O eventual efeito de lavagem das trompas pode contribuir para melhorar as condições de concepção em algumas situações, mas a HSG não deve ser encarada como um tratamento de fertilidade.

A histerossalpingografia trata a infertilidade?

Não. A principal finalidade da HSG é diagnóstica: avaliar a cavidade uterina e a permeabilidade das trompas. Embora a passagem do contraste possa ter um efeito adicional sobre as trompas em algumas mulheres, a fertilidade depende de vários factores, incluindo a ovulação, a função ovárica, a idade, as características do útero e a qualidade do esperma.

Posso ter relações sexuais depois da histerossalpingografia?

As recomendações podem variar de acordo com o caso e com as indicações dadas pela equipa que realizou o exame. Se tiver dor, perdas de sangue ou outro desconforto depois da HSG, é aconselhável aguardar até que estes sintomas desapareçam e seguir as recomendações médicas. Se estiver a tentar engravidar, esclareça também com o médico quando poderá retomar as tentativas.

É normal ter cólicas ou pequenas perdas de sangue depois do exame?

Pode acontecer. Algumas mulheres apresentam cólicas ligeiras e pequenas perdas de sangue ou corrimento após a realização da HSG, que tendem a desaparecer num curto período de tempo. Dor intensa ou persistente, febre, hemorragia significativa ou corrimento anormal devem ser comunicados ao médico, pois podem justificar uma avaliação.

A histerossalpingografia é um exame seguro?

De forma geral, a histerossalpingografia é considerada um procedimento seguro, embora, como qualquer exame médico invasivo, possa apresentar alguns riscos. Entre os efeitos mais frequentes estão o desconforto, as cólicas e pequenas perdas de sangue. Complicações como infecção pélvica ou reacção ao meio de contraste são menos frequentes. A exposição aos raios X é controlada e utiliza-se a menor dose necessária para realizar o exame.

Tenho de informar se tiver alergia ao contraste?

Sim. Qualquer alergia conhecida a meios de contraste ou reacção anterior durante um exame radiológico deve ser comunicada antes da histerossalpingografia. Informe também a equipa médica sobre outras alergias e sobre a medicação que esteja a tomar, para que possa ser avaliada a forma mais adequada de realizar o exame.

O resultado da HSG significa que já sei a causa da infertilidade?

Não necessariamente. A HSG fornece informação importante sobre as trompas e a cavidade uterina, mas a fertilidade depende de vários factores. Um estudo de fertilidade pode incluir também a avaliação da ovulação, da função ovárica, do útero e, quando aplicável, a análise do esperma do parceiro. O resultado da HSG deve ser interpretado juntamente com os restantes dados clínicos.

Tem dúvidas sobre a preparação ou a melhor altura do ciclo?

Esclareça-as antes da marcação com a equipa clínica.


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Centro de Fertilidade de Lisboa
Radiologia dedicada ao estudo da fertilidade feminina.

O conteúdo desta página tem carácter informativo e não substitui uma consulta médica. A avaliação e as recomendações devem ser sempre confirmadas com a equipa clínica responsável pelo exame.